PRIMEIRO CANTO DAS GRADES
Dalva Agne Lynch
Não faz sentido. Vejo o mundo por detrás de grades E nem ao menos posso me desvestir do corpo que me prende Como se despe uma roupa que não serve mais. Quero partir para Pasárgada, mas não existe Pasárgada alguma - Só na mente de poetas loucos como eu. Olho por detrás das grades e penso na menina que se atirou da sacada Em busca do sono libertador que se lhe escapava. Apenas uma boneca destroçada Perdida em Chorozón, ao invés de Pasárgada. Quem apagou Pasárgada de todos os mapas? E a menina foi recolhida do solo e dos ramos das árvores Raspando-se-lhes os restos grudados na realidade. E algo que pensei ser divino virou pó porque me enganaram. Ponho-me à janela, e atiro gritos como tranças Na estúpida esperança de que se me venham salvar. Mas minha esperança cai ao chão, solitária E permaneço aqui, irremediavelmente destroçada.
Escrito por Belvedere às 19h37
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O homem que queria ser surdo
Belvedere
Vivia reclamando dos sons da cidade grande. Tudo o irritava. Som de buzina, campainha, discoteca, crianças brincando, enfim, o som da vida em efervescência...
Optou por viver isolado e curtir os sons da natureza. Hoje, matou um passarinho, irritado com seu trinado.
Escrito por Belvedere às 18h54
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LITÍGIO DO TEMPO
Soni@ Pallone
"...Escapei do abstrato Sensibilizei a indiferença E me entorpeci sozinha com o cheiro da realidade... Vivi minhas paixões no melhor e mais intenso rítmo Gargalhei de todos os sorrisos E chorei com todas as lágrimas Perdoei com o dom dos deuses que simplesmente
secam as feridas do depois Minha luz brilhou e atingiu a tua íris E agora a minha mente
é um juiz irrascível que trabalha árduo no tempo do meu arrependimento..."
Escrito por Belvedere às 09h42
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Isto é virtual? Rosa Pena
Entro apressada e com muita fome na confeitaria. Escolho uma mesa bem afastada do movimento, pois quero aproveitar a folga para comer e passar um e-mail urgente para meu editor. Peço uma porção de fritas, um sanduíche de rosbife e um suco de laranja. Abro o laptop. Levo um susto com aquela voz baixinha atrás de mim. — Tia, dá um trocado? — Não tenho, menino. — Só uma moedinha para comprar um pão. — Está bem, compro um para você. Minha caixa de entrada está lotada de e-mails. Fico distraída vendo as poesias, as formatações lindas. Ah! Essa música me leva a Londres. — Tia, pede para colocar margarina e queijo também. Percebo que o menino tinha ficado ali. — Ok, vou pedir, mas depois me deixa trabalhar. Estou ocupadíssima. Chega minha refeição e junto com ela meu constrangimento. Faço o pedido do guri, e o garçom me pergunta se quero que mande o garoto “ir à luta”. Meus resquícios de consciência me impedem de dizer sim. Digo que está tudo bem, que o deixe ficar e traga o pedido do menino. — Tia, você tem internet? — Tenho sim, essencial ao mundo de hoje. — O que é internet? — É um local no computador, onde podemos ver e ouvir muitas coisas, notícias, músicas, conhecer pessoas, ler, escrever, sonhar. Tem de tudo no mundo virtual.
— E o que é virtual? Resolvo dar uma explicação simplificada, na certeza de que ele pouco vai entender e vai me liberar para comer minha deliciosa refeição, sem culpas. — Virtual é um local que imaginamos, algo que não podemos pegar, tocar. É lá que criamos um monte de coisas que gostaríamos de fazer, criamos nossas fantasias, transformamos o mundo em quase como queríamos que ele fosse. — Legal isso. Adoro! — Menino, você entendeu o que é virtual? — Sim, também vivo neste mundo virtual. — Nossa! Você tem computador? — Não, mas meu mundo também é desse jeito... virtual. Minha mãe trabalha, fica o dia todo fora, só chega muito tarde, quase não a vejo. Eu fico cuidando do meu irmão pequeno que chora de fome e eu dou água para ele imaginar que é sopa. Minha irmã mais velha sai todo dia, diz que vai vender o corpo, mas não entendo pois ela sempre volta com o corpo. Meu pai está na cadeia há muito tempo, mas sempre imagino nossa família toda junta em casa, muita comida, muitos brinquedos, ceia de Natal, e eu indo ao colégio para virar médico um dia. Isso é virtual, não é tia?
http://www.rosapena.prosaeverso.com/ http://www.recantodasletras.com.br
Escrito por Belvedere às 19h11
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PENSAMENTOS E FRASES DE LUIZ MAIA
"Existe um sentimento Universal de satisfação em nós quando fazemos algo de bom e positivo aos outros, assim como o de tristeza quando cometemos alguma injustiça com o próximo." **********
"Existem pessoas, que ao falar de suas vidas, não só nos encantam como nos possibilitam a chance de poder rever conceitos e caminhos outros, nunca antes imaginados. Suas palavras parecem um raio de luz que acende o escuro das almas daqueles que enxergam mas não entendem o que seja ver."
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"Não entendo a vida sem os gestos de carinho entre pessoas que se querem bem, muito menos sem as necessárias atitudes e ações solidárias vindas até mesmo de pessoas que nunca se viram antes."
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"É impossível duas pessoas compartilharem absolutamente tudo entre si. Quando se aceita que, mesmo entre os seres humanos mais próximos, continuam a existir distâncias infinitas, pode-se desenvolver uma vida maravilhosa lado a lado."
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"A felicidade pode residir nas coisas mais simples da vida. Ela vive no coração dos mansos, dos humildes, independente de serem pobres ou ricos. Vive no peito daquele que tem o hábito de presentear com flores, quem costuma fazer do sorriso seu cartão de visitas."
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"Ter sido lembrado é o que realmente importa ao se receber um presente. A lembrança que as pessoas têm uma das outras é o mais interessante e a melhor parte"
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"As pessoas ultimamente andam com muita pressa. Afinal, nem elas sabem o destino que querem tomar. Sabem apenas que têm pressa."
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"O ser humano precisa entender muito mais sobre a sincronização do Universo, e, por conseguinte, a sincronização de nossas próprias vidas. Só assim ele poderá perceber que somos maiores do que aquilo que imaginamos ser."
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"O sol existe. Ele está por hora encoberto. Mas chegará o dia em que ele brilhará tão forte em sua vida, que sequer o céu nublado impedirá você de vê-lo."
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Escrito por Belvedere às 19h33
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Cientistas encontram a alma
Carlos de Brito Imbassahy Foi nos idos anos de 44/45, meses antes de terminar a II Grande Guerra que se teve notícia de que cientistas italianos, financiados pelos nazistas, estavam fazendo um estudo, à época, conhecido como bebê de proveta.
Do estrondoso noticiário veiculado naquela ocasião, o que se pôde deduzir é que eles haviam chegado à conclusão de que, referindo-se a mulheres sadias, essas só se apresentavam férteis se estivessem dotadas de um campo de energia atuante em seu ventre. Campo esse que acompanhava o feto ao nascer.
Isso justificava o motivo pelo qual algumas senhoras tivessem apenas um ou dois filhos e não mais engravidassem, embora acompanhados do mesmo parceiro, sem resguardos nem preocupações específicas para evitar a gravidez.
Na época, a Física dava início a um profundo estudo sobre campos de energia e estava em voga suas pesquisa, por interesses bélicos, até.
Desenvolvendo suas pesquisas, os italianos conseguiram descobrir que, se mudassem a freqüência do campo térmico, conseguiriam chocar ovos de galinhas recém-postos em pouco mais de 48 horas, sem necessidade dos 21 dias tradicionais.
Assim, tudo indica que eles idealizaram a possibilidade de criar, em torno de uma proveta, um campo semelhante ao detectado no ventre materno e, desse modo, inserindo um óvulo e os genes masculinos, obteriam um bebê fabricado na proveta, como se aquele campo artificial pudesse dispor das condições de vida espiritual para animar um ser humano.
É claro que, sendo eles materialistas, achavam que qualquer campo artificial, igual ao que a futura mãe possuía, fosse capaz de gerar o feto.
Logo em seguida, a guerra terminou. Livre do jugo nazista e independente dele, a Itália voltou a ser um país como dantes. Aproveitou-se disso o Papa Eugênio Pacelli (Pio XII) para proibir tais pesquisas, sob a premissa de que feriam as leis da Criação, ou coisa que o valha.
E ninguém mais soube a que conclusões chegaram os experimentadores.
Passam-se os tempos. Trinta anos após, os suecos conseguem armar um espectrógrafo, aparelho comum em nossas CTI e UTI, capaz de detectar a presença de um campo energético no paciente moribundo, campo esse que abandonava o corpo do mesmo no ato do trespasse. Deram-lhe o nome de alma. Ou melhor, atribuíram ao referido campo a concepção que se tinha de alma.
Acoplaram um dinamômetro à aparelhagem e conseguiram medir, por diferença de peso, que a pessoa viva, no ato da morte, ao perder esse campo, também perdia o equivalente a 22g de ação de energia. Esta experiência é conhecida como a pesagem da alma.
Concluíram, assim, que a dita alma é que dava condição de vida ao organismo, dotando seu corpo somático de personalidade e que, sem ela, tal corpo vira cadáver, apesar de suas células continuarem vivas. Logo, não seriam essas células orgânicas as responsáveis pelo princípio vital daquele organismo. Muito ao contrário, elas perdiam sua vitalidade, gradativamente, com o afastamento do aludido campo dito alma.
Dando prosseguimento aos estudos suecos, Harold Saxton Burr conseguiu aperfeiçoar o espectrógrafo de suas pesquisas a ponto de obter resultados específicos a esse campo, dito alma, e que ele intitulou de life's field (campo de vida). Aliás, nome este dado ao seu livro sobre o tema.
O que poderíamos nós deduzir disso tudo?
Primeiramente, à luz dos estudos de Kardec, concluiríamos que o campo detectado pelos italianos, atuando no ventre materno, provavelmente correspondesse ao perispírito do ser encarnante ou esperando oportunidade para se encarnar.
Justifica-se tal hipótese porque ele acompanha o feto e não mais continua ativo no ventre materno.
Posteriormente, os suecos detectam esse campo, provavelmente o mesmo, já que da pesquisa italiana nada restou. Ele dota o organismo humano de vida e de personalidade, portanto, representa, sem dúvida, a alma ou parte do espírito encarnado do indivíduo, pois, ao se afastar do corpo, abandonando-o, dita-lhe a morte (ou desencarnação).
As mesmas células orgânicas de que dispunha o organismo humano continuam vivas, porém, perdem sua principal característica, definhando e transformando o corpo em cadáver, esvaindo-se assim, o princípio vital.
Pode-se, portanto, concluir que o primeiro passo científico para a comprovação da existência da alma foi dado e que nada, até então, contraria a tese espírita reencarnatória.
Escrito por Belvedere às 16h34
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Palavra
Belvedere
Maldita a palavra que nunca soma,
apenas divide, fragiliza, atemoriza,
_mata sonhos._
Mostra-se como dardos recorrentes,
atingindo a esmo corações
pródigos em ternuras.
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Quando, de fato, despertaremos?
Escrito por Belvedere às 17h28
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