Um sorriso
Belvedere
Sucede que não posso viver em paz
porque vivo e convivo com crianças
que, eu sei, dormem com fome.
Thiago de Mello - Mormaço na floresta
Lembro da menina
e do seu sorriso,
tristemente atado.
Acenei para ela,
que me respondeu
tendo um cactus na mão.
Terá algum dia,
por alguns momentos,
sentido o prazer
dos risos incontidos?
Panelas vazias,
doenças grassando,
e os olhos dela
em interrogação.
Por que sorriria,
vivendo uma vida
tão sem amanhã?
Ave-Maria,Pai-Nosso,
Salve-Rainha...
Desatem o seu sorriso!
Escrito por Belvedere às 21h02
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ATÉ TU BRUTUS ?!
Romeu Prisco
O recente plágio de um modesto e despretensioso texto meu, descoberto em flagrante, acaba por me conceder duas novas oportunidades: uma representada pelo material que dá ensejo a esta crônica, outra representada pelo desafio à minha capacidade de formular idéias e colocá-las em prática.
Aliás, não é assim que os otimistas costumam recomendar que se faça, a partir de fatos negativos, destes extraindo boas lições ? Por que ? Porque o plágio, ora bolas, acabou tendo mais destaque do que o original.
Desde longa data, considero-me um bom escritor. Todavia, certamente pelas mesmíssimas razões que afetam outros escritores, alguns melhores que eu, ainda não ganhei a projeção e nem colhi os louros correspondentes àquele status. Então, como diria o velho Adhemar de Barros: pé na tabua e fé em Deus !
Vou fazer um levantamento dos meus textos, escritos e publicados nos últimos três anos, e vou adotar uma série de nomes fictícios, a eles atribuindo a autoria e republicando-os. Em seguida, eu, com meu nome real, vou denunciar e comprovar os plágios e botar a boca no trombone.
Quem sabe, adiante, enquanto a minha boca estiver no trombone, o meu nome estará na boca do povo.
Escrito por Belvedere às 15h34
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