Perfume de Murta
(Dedicado a Belvedere Bruno)
Elane Tomich
Nasci primavera em outubro
melhor me caberia outono
cor de terra, mantos rubros
folhas secas telegráficas
avisariam o carbono,
cópia de mim em artes gráficas.
Rege-me vênus mulher
mandala viva explode
uivo ao anoitecer
de ascedente, aquário
sigo, perfume de murta,
fábrica de imaginário
ser do mundo e não me ser
em muita luz que me surta