Anjo torto
Nídia Caldas
Sou um anjo torto que não mereço o teu apreço de querubim. Minha asa caída arrasta poeira sobre o céu, derruba nuvens, varre estrelas, apaga a lua. E ainda assim te persegue este desejo insano de querer-me tua.
Escrito por Belvedere às 12h26
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Fervil e o homem biônico
Cláudia Villela de Andrade
Fervil foi o neto mais velho da nossa família. Carregou por 30 anos o nome do nosso pai, Fernando Villela de Andrade, acrescentado do Neto. Orgulho do velho Fernando que dizia pra todo mundo que era o único a ter tido um filho varão, meu irmão Luiz Fernando, que lhe deu outro varão pra continuar a saga dos Villela de Andrade, tronco Gabriel Antonio. Nós, mineiros, temos esta tradição.
No dia que o Fervil nasceu, 10 de setembro de 1973, em Brasília-DF, meu pai, aqui no Rio de Janeiro, não se cabia dentro do corpo de tanta felicidade e orgulho. Ligava pra todo mundo contando a novidade. Eu ainda era adolescente, mas me lembro demais da cara do meu velho! Literalmente ele carregava o Rei na barriga!
Logo, meu irmão voltou para o Rio e Fervil passava horas e mais horas lá em casa com papai e todos nós. Nesse tempo ele não era o Fervil, era o Nando, pedra preciosa do seu avô.
Papai sempre foi um cara extremamente carinhoso. Sempre digo que papai era uma mamãe e mamãe era um papai. Papai, o doce de coco. Mamãe a enérgica, mal humorada (menos com os netos).
Para vocês verem como funcionava a coisa, a cantora paraguaia, Perla, havia gravado uma música chamada Fernando, num compacto disco (disco em vinil com duas músicas apenas). Papai, todo prosa, comprou o disquinho só porque ela cantava “Fernando... Fernando..”, referência aos dois, os Fernandos da família que ficavam escutando a música até a gente pedir: “ Pelo amor de Deus! Troquem o disco! “ ( Esse disquinho tenho aqui, até hoje).
Um dia, estávamos na sala vendo TV e papai estava sentado numa poltrona. Nando brincando no chão, deveria ter uns 5 ou 6 anos e, sem querer, esbarrou na perna direita do avô. Como ele sempre foi muito inteligente, voltou-se devagar e colocou a mão. Levantou a perna da calça, apalpou e olhou. Papai ficou só observando, pois nunca escondia isso de nós, nem de ninguém. Crescemos olhando a sua perna mecânica encostada na parede, ao tirar pra dormir, na maior naturalidade. Aliás, papai tinha chulé e dizíamos que mamãe era sortuda, pois sentia chulé de um pé só. Daí, Nando descobriu que o avô tinha uma perna de ferro. Levantou os olhos e perguntou ao coroa o que seria aquilo. Meu pai, explicou tudo, sem pestanejar. Ele, atencioso, depois de ouvir a explicação, alisou carinhosamente a perna de ferro do avô e disse: - Puxa vô, que sorte a minha, meu avô é um Homem Biônico!
Escrito por Belvedere às 10h45
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Os Eremitas do Laptop
de Fernando Villela de Andrade Neto - FERVIL
"Mas quê porra, para quê essa merda toda!!!", ecoava sem cessar na minha mente. Possuía tudo o quê sempre imaginei que pudesse satisfazer plenamente um homem como eu. Um cargo majoritário em uma das empresas de informática de maior prestígio internacional; uma linda, doce e gostosa namorada; um luxuoso apartamento; uma casa de praia, outra de campo; um carro que lembrava uma nave espacial; e, ainda, viajava para o exterior freqüentemente. Dinheiro, preocupação precípua da massa humana, era um problema, para mim, inexistente: com o suor do rosto havia adquirido o direito de consumir o que me passasse pelo desejo.
Eu tinha tudo, porém tinha também, no fundo de todo esse tudo, um largo sentimento buraco de vazio. Incontáveis anos decorreram, e então ia tentando, de diferentes maneiras, aplacar a angústia que soluçava minha alma. E a cada nova tentativa, em vão, só dobrava a frustrante lacuna que tanto incomodava.
Formigas passeando! Havia sido esta a revelação decisiva. Em um inspirador momento de fadiga mental, sentei esgotado no banco da praça. Observei as formigas andando em fila, uma após a outra, desaparecendo sob a fresta no cimento da calçada. Depois dessa fantástica experiência, raríssima para os seres humanos do meu tempo, minha vida nunca mais seria a mesma. Benditam sejam as formiguinhas...
Nesse instante, em que entendi o instinto -como uma fagulha(zap!)--, compreendi o que deveria fazer. A paciência já havia, há muito, esgotado. Peguei meu LAPTOP, e fugi. Fugi, de tudo e de todos, sem pedir desculpas, dar satisfações, e nem mesmo despedir de alguém. Simplesmente sumi.
Refugiei-me, como bem poderia ser, no ventre da Floresta Amazônica, último reduto selvagem da Terra. Eu e o LAPTOP. Uma alma atormentada, aprisionada em um corpo orgânico pensante, acoplado a sua contraparte eletrônica, um micro-computador portátil, em forma de maleta. Teclado, monitor, memória de 800 Megas, e uma moderna bateria solar, que abasteceria o aparelho. Não esqueci-me, mesmo assim, de desativar a função de relógio do meu maxi-armazenador de informações.
A floresta quase me engole. Penei, sofri, contudo sobrevivi. Sem conforto algum, sem necessidade nenhuma, sem facilidade ou tristeza. Achava-me, porém, ótimo, pois possuía algo raro e infinitamente superior, a liberdade. E que me satisfazia.
No perigoso período de adaptação inicial, vivi situações de alto risco. A pior dentre elas, sem dúvida, foi quando uma enorme serpente, azul e vermelha, enroscou-se nos meus pés, e picou-me. Durante dias vaguei, sofrendo delírios e alucinações. Imaginava que, sob o efeito do veneno, estava prestes a morrer. Todavia fui visitado por uma coruja, que apareceu-me em sonho, e indicou qual era a planta que deveria ingerir para inocular o veneno. Não sei explicar como isso aconteceu, portanto limito-me a contar o caso, assim como o ocorrido.
A sociedade humana, do presente, não me interessava mais. Decidi, pois, conscientemente, eliminar todos os pensamentos, recordações, ou referências de quem outrora eu havia sido. Coloquei minha cabeça voltada para o solo, pedi a Deus que perdoasse às pessoas, destruísse o planeta, e recomeçasse de novo. E poupasse, desse modo, os seres que viriam a nascer nesse caótico planeta artifical, desfigurado por seus antecessores. Afinal, que culpa teriam eles?
Foi aí que chorei, chorei, -creio, como poucos entes viventes já conseguiram chorar- chorei, chorei. Por sete dias e sete noites derramei lágrimas, às vezes berrando às vezes sorrindo, derramei lágrimas, como uma cascata, derramei lágrimas. Coloquei para fora, no meu pranto purgante, a sombra negra que escondia-se nas profundezas do inconsciente. Vomitei temores, bloqueios, ignorâncias, pré-conceitos,injustiças, paranóias e, por fim, sangue.
Purifiquei-me por completo para a nova vida. Escutei, vi, cheirei, provei, senti e, aí, compreendi o que era, em essência, a Natureza. Cacei como uma onça, respirei o Sol como um pau-brasil. Gozava um prazer, um inexplicável e intenso prazer, ao desfrutar as sensações provindas de fontes naturais. Encontrei aquilo que devia ter perdido desde quando nasci. E, pela primeira vez na história de minha existência, emiti um sincero sorriso de paz.
O meu único objetivo, na realidade que então me existia, era o de descobrir os segredos da Natureza, aprender, experimentar. E registrar, para um incerto proveito de alguém, aquilo que conseguisse encontrar. E assim foi.
Cinco anos se passaram. Esgotou-se a memória do LAPTOP. A quantidade e qualidade das informações que nele guardei foram notáveis. Conclui que, com esse fato, havia terminado o meu fantástico período de reclusão. O planeta deveria, em breve, entrar em contato com a sabedoria que sozinho pude extrair.
Retornei, determinado, para a civilização. Imediatamente fui alvo da imprensa da Terra: após anos desaparecido, um executivo da informática, dado como morto, reaparece, apenas com seu computador portátil. Cabeludo, barbado, sujo, grotesco como um animal. E feliz.
O programa com as informações que digitei foi comercializado e tornou-se rapidamente um best-seller planetário: MOGLITY. Numa época em que até para efetuar necessidades fisiológicas o homem precisa de um auxiliar eletrônico, isso era de se esperar. “A paradoxal angústia do conforto físico”, veja o que se tornou a grande conquista da tecnologia.
Escrito por Belvedere às 10h43
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POEMA PARA A FLAUTISTA DE CHILLÁN
Artur da Távola
A flautista matutina de Chillán
tem mãos de trigal e veias roxazuis,
a pele de congro rosa, ar de exilada
no olhar tímido de tão sapeca.
Sonha com Mozart a eriçar-lhe a nuca virgem
na cama pobre onde espera
algum poeta a quem jamais conhecerá
mesmo sabendo como ele é.
A flautista ignota de Chillán
tem menstruações doridas
mas parirá dois filhos felizes
fiel ao homem a quem não amará.
Jamais sairá de lá e se fará professora
falará de Claudio Arrau e de Rampal
a um aluno pálido e especial
que um dia tocará na Filarmônica de Berlim.
Nos Quartetos para Flauta de Mozart
ele se lembrará da professora de Chillán
que morreu magrinha, com escaras
e ele nunca soube, esquecido da terra natal.
Escrito por Belvedere às 10h00
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ADEUS !
Romeu Prisco
Depois de mais um dia de intenso trabalho no escritório, dirigi-me ao estacionamento, peguei meu veículo e preparei-me para enfrentar novamente o congestionado trânsito da cidade de São Paulo, na volta para casa.
Forte garoa se abatia naquele fim de tarde. Dentro do carro, ainda me encontrava possuído pelos problemas que enfrentara no serviço. Ao sair do Vale do Anhangabaú para tomar a Avenida 23 de Maio, um cidadão, figura bastante conhecida, postado numa ilha, gesticulava para os motoristas, deixando claro que estava pedindo carona. A lentidão do tráfego permitiu-me reconhecê-lo, parar, abrir a porta do veículo e oferecer-lhe a condução que pedia até a altura da Avenida Ibirapuera, passagem obrigatória para mim.
Com certeza, foi a melhor carona que já dei na minha vida. Num diálogo bastante descontraído, trocamos anedotas, piadas e demos boas gargalhadas. Deixei-o no ponto que solicitara e prossegui no meu itinerário, bem mais aliviado, diante de companhia tão agradável. Embora efêmero, o relacionamento tornou-se inesquecível para mim.
Na manhã seguinte fiz o trajeto no sentido oposto, para o mesmo escritório. Contrariando o hábito de ir planejando solução para os assuntos e casos que me aguardavam, no percurso fixei meu pensamento na inusitada carona do dia anterior.
Ao entrar no escritório, de renome e projeção internacional, deparei-me com o seu titular, sempre o primeiro a chegar, o doutor Pinheiro Neto, com quem militei durante longos anos e com quem adquiri boa parte da minha formação profissional. Quanto ao meu caronista, tinha sido, nada mais, nada menos, que o famoso cômico Ronald Golias, de quem já era grande admirador.
Ambos, que tiveram presença marcante na minha existência, se foram recentemente, com diferença de poucos dias. A eles o meu adeus.
Escrito por Belvedere às 09h50
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EM TEMPO:
Enzo Carlo Barrocco
Do azul à asa da ave haja o hálito do tempo.
Sobrevoa a várzea, rara imagem hoje, um bando álacre de pássaros.
Deixem vir os pássaros, enquanto tantas tardes ainda morrem.
*** Enzo Carlo Barrocco Belém - Pará
Escrito por Belvedere às 09h46
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Leveza nas mãos, peso nos ombros
Andre Luis Aquino
Gostaria de hoje ter nas mãos a leveza necessária para revelar o que se esconde pelas minhas veias,eliminar as armadilhas do meu ego vil, pois tem certas coisas na vida que nos reduzem a um único desejo.
Não preciso pensar que sou melhor do que alguém para me sentir bem, mais fácil o escárnio do que o elogio, o amanhã de ontem agora já virou meu hoje acalantando minhas esperanças sinceras, ao chorar aprendo a sorrir melhor.
A desilusão é uma espécie de sim que virou não, mas nem tudo que ao coração me fere minha mão escreve, faço das palavras barrigas de aluguel, aviões para voar no céu , em algumas passo mel, enquanto vou catando uma a uma ao léu, nem tudo faz sentido porque não quero falar só do meu umbigo.
Preenche meus espaços vazios o desafio diário de tornar grande o que é pequeno, grãos de areia que um dia foram montanhas, posso mentir na literatura o que não vivo na realidade, posso tornar falsa uma verdade e tornar dourada uma maldade, luto muito para nunca perder o brilho, antes que minha filha ou filho venham a este mundo.
Qual será o limite em minha vida entre a velhice e a juventude? Todos têm sempre uma resposta para a vida do outro, mas não tem a menor idéia do que se passa na própria...as perguntas que se quedam enfurecidas em mim são os motores do meu caminhar, a leveza das mãos aliviam o peso nos meus ombros. http://andre.aquino12.blog.uol.com.br/
Escrito por Belvedere às 11h01
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Helena Armond
a políti (en ) calha
nas águas das vaidades
das paixões...
nem veneno
( no bom sentido )
contém...
apenas decor-ativa
sustos
essa enorme gibóia
corpo amorfo... indefinido
sem princípio meio e fim...
serpenteia a duras penas
cai
no charco no atoleiro
sem fungicida
no umbigo...
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poema do nojo-luto
Escrito por Belvedere às 10h34
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A Idade Dos Sonhos
Suzete Rizzo
...e a jovem iludida foi a luta,
procurar a fonte da sobrevivência.
Era a luz da inocência
aquela que depois surra
com raios poderosos
e antes, deslumbra poetas.
Encontrou recompensa justa,
após tantos esforços.
Um pintor cheio de astúcia
que a deixou de saia curta
com cara de prostituta
intitulando a obra:
A Divina Lúcia.
Na vernissage, deu de cara
com famoso cineasta
que a deixou drogada,
inerte e desnuda,
futuramente conhecida;
A Linda...
da pornô-chanchada.
Decaiu é claro!
Tornou-se uma moça magra,
olheiras arroxeadas,
fisionomia quebrada
e mesmo com maquiagem,
a boca apagada.
Encontrou por fim o poeta
que penetrou-lhe a alma.
E foi musa inspiradora
de um poema intitulado:
O Fim de Nádia !
Suzette Rizzo
Escrito por Belvedere às 10h32
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A escritora Simone Maia comenta Caro amigo
Querida Bel,
Já devo ter-lhe dito que a-d-o-r-o essas tuas cartas, não é?
Elas me envolvem, me divertem, me enternecem... São o maior barato!
Quanto talento... Mal posso esperar para vê-las reunidas num livro!
Beijo da sua fã,
Simone
Escrito por Belvedere às 11h41
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Se eu fosse...
Suzette Rizzo
Se eu fosse uma atriz, uma estrela cadente, uma lua nascente...
se eu fosse uma luz, uma nuvem, se eu fosse uma alma irmã do luar...
se eu fosse uma gota da chuva mansa, se fosse a neve da Irlanda...
se eu fosse uma flauta, uma deusa egípcia, uma lenda...
se eu fosse uma cor, se eu fosse uma nota de algum musical...
Estaria mais viva do que sempre estou.
Escrito por Belvedere às 11h24
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ENFIM
Elane Tomich
Tropeço acasos
em tempos de sépia
desejos de ocaso.
No envelhecido,
guardei uma série
de cores vencidas
indícios de branco
em roda de tons.
Ali me estanco
como é de bom som.
Escrito por Belvedere às 11h21
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TUDO É MAGIA
(Carvalho Branco)
Que o amor é verdadeiro,
nós já sabemos de cor...
que domina o corpo inteiro
e da alma é agente mor...
também já temos ciência,
embora não traga letreiro...
mas quanto a ser bruxo e feiticeiro,
lhe digo com veemência
que ele é só mais um parceiro
da vida e sua vivência...
Herdou dessa parceria,
com certeza, toda a magia,
tornou-se linda afeição...
mas provoca a combustão
em nosso ardente coração...
Ah, o amor e seus brinquedos!...
Resguardem-se de seus medos,
mergulhem nos doces folguedos,
conjuguem certo o amar...
pois a ele paralelos,
temos o receber e o se entregar...
e, no fim da brincadeira,
seja fada ou feiticeira,
eu sou somente mulher
que certezas tem do que quer...
Entre os enlevos e os anelos,
queimo no fogo do prazer,
renasço no gozo pleno,
com mais carícias te aceno
e revivo no teu Ser!...
Escrito por Belvedere às 09h33
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ITINERÁRIO
Viegas Fernandes da Costa
Conheci um Cristo
santo e crucificado
nas palavras dos evangelhos.
Perderam-mo
dentre as paredes daquele templo
em que rezei ateu.
Reencontrado, mais tarde
nas telas, com Scorsese,
ou nas páginas do Saramago,
humano e carnado,
este Cristo tão igual a mim
quase me convenceu.
A me provar do contrário
sempre houve esta cruz
e toda esta dor
estas carnes expostas
estes corpos exangues
e este arbítrio de morte.
© Viegas Fernandes da Costa. Permitida a reprodução desde que citado o autor e o texto mantido na íntegra. Caso você queira adquirir o livro "Sob a Luz do Farol", de Viegas Fernandes da Costa, o mesmo pode ser encontrado no site www.livrariascuritiba.com.br .
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Escrito por Belvedere às 09h31
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Ana comentado a carta Caro Amigo
Li,
Li, gostei. Acho que você devia escrever peças de teatro, ou mesmo ser atriz, pois convence nos papéis que
inventa e interpreta. Beijos,
Ana Suzuki
P.S. Lembrar o nome do t ão amado amigo só no final foi uma grande sacada.
Li, gostei. Acho que você devia escrever peças de teatro, ou mesmo ser atriz, pois convence nos papéis que inventa e interpreta. Beijos,
Ana Suzuki
P.S. Lembrar o nome do tão amado amigo só no final foi uma grande sacada
Escrito por Belvedere às 18h19
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