Sarau da Belvedere


FEBRE AFTOSA,
GRIPE AVIÁRIA,
RAIVA HUMANA E
DELIRIUM TREMENS PETISTA
 
Romeu Prisco
 
Para as três primeiras epidemias, a ciência já tem e está procurando tornar mais eficiente as respectivas vacinas, mas, para a última... Êta praguinha resistente !
 
Veio de mansinho, como quem não queria nada, se instalou nos âmbitos municipais e estaduais, até atingir o âmbito federal, onde está causando a maior devastação. A vacina, ou o antídoto, que alguns cientistas dizem ser o voto, de eficácia duvidosa, tem época certa para ser usado, não podendo ser empregado a qualquer momento.
 
Enquanto isso não acontece, os estragos vão sendo contabilizados e as vítimas reduzidas à condição de "farrapos humanos", como no clássico cinematográfico estrelado por Ray Miland. É o povo brasileiro, acordando aterrorizado de madrugada e vendo desfilar nas paredes do quarto todas as espécies de "corruptus", executivos, legislativos, administrativos e judiciários.
 
Boa parte do "delirium tremens petista" é de origem migratória, ou seja, veio do exterior e por este continua sendo alimentado. A fidelidade castrista é a principal característica dessa origem, que, uma vez instalada, finca raízes, não reimigra, mas, se reproduz. Outra parte fica por conta da face esperta do macaquismo, composta de aproveitadores, aventureiros, oportunistas e mentirosos.
 
Até agora, e felizmente, a natureza tem poupado o Brasil das suas maiores catástrofes. Todavia, para pôr fim à epidemia do "delirium tremens petista", será necessário um furacão sem precedentes, para o qual já estão surgindo alguns nomes  femininos, como Heloisa Helena e Denise. Na esfera masculina, há quem diga que ele poderá se chamar Artur Virgílio, ou, quiçá, numa homenagem a posteriori, simplesmente Jefferson. Outro nome que aparece cotado é Clodovil.
 
Qual o seu palpite ?


Escrito por Belvedere às 15h20
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Helena Armond

o terrivel não vem sendo 
caçar  autores
mas...
é o não encontrar  fios condutores
===
 
senão...salvo engano...vejamos
já acostumados...( ? )
a
detestáveis palavras
pilhagem 
indébita apropriação
corrupção
desmando     hipocrisia...
amnésia amiude
atores em atitudes
virtuais clonagens...de...
caráteres
ervas daninhas e cara-pathos
obscenas  palavras
maculosa...
mácula ... nem tanto
sim... já nos  acostumamos...
mas...
não poderia  ser....macular ?
não sou poeta...
sou a  panfletária que rima
e pra arrimar o Brasil
que tal enunciar a conjugação
do belo e febríl !
emascular ?
talvez  se descubra
o parasitário
e a cura do mal aviário...
 
 
 
 


Escrito por Belvedere às 08h52
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ESSAS COISAS
 

Cissa de Oliveira

 

    De tristeza eu não gosto mesmo. Nem das grandes, de verdade, nem daquelas bem mesquinhas, inventadas. Que me perdoem os tristes de plantão. Não aqueles que sentem um tranco aqui, uma decepção ali, que isso, quem não os tem entre vos vieses da vida? Falo daquela tristeza de estaca, a que nasce para ancorar uma falta de vontade de dar a volta por cima ou  uma lágrima de crocodilo. Das pessoas que não cantam naquelas manhãs mais leves do que a folha da agenda em branco. Que nunca fazem uma concessão por mais inócua, que não relevam nada, não perdoam e pior: não enxergam o outro.

    A mim até o que há por trás dos vidros verdes dos prédios altos, incendeia-me de felicidade. A Amanda cantando pelo meio da casa, ele no tapete da sala, o vento pela janela do carro, os quadros nas paredes, o cheiro do cabelo lavado, o precipício da varanda sobre as luzes da cidade na madrugada, as estrelas no céu de Atibaia, a onda morna, o projeto rabiscado.

    Tristeza meu amigo, tristeza mesmo, é ser órfão, comer vento, ser injustiçado, desempregado, enganado, desenganado, confinado, ter um telefone no sistema pré-pago, da prestadora Claro, assistir o presidente dizer que não sabia de nada, enfim, temer não crer em mais nada. Eu poderia falar da tristeza, agora, mas tristeza das grandes parece que fica entalada.

    Como era mesmo o verde das matas, digo, dos vidros dos prédios bem altos?  Digam-me tudo novo que é para eu escrever um poema, uma crônica, um romance falando do sol na voz das crianças... essas coisas que ocupam toda a alma.

 

Cissa de Oliveira

10.11.05

 

 



Escrito por Belvedere às 08h38
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Cara de paisagem
 
Belvedere

 
Não é tudo que cansa na vida. O que cansa é a falta de perspectiva,  a estagnação. Caminhar vendo os mesmos cenários, sentindo os mesmos aromas, ouvindo os mesmos sons.
O que cansa é o lamuriar eterno, a cegueira espiritual,o incessante "não" às alegrias da vida.
 Reciclar-se, é a tônica.Respirar novas fragrâncias, aceitar desafios, sentir frio na barriga... É como dar a volta por cima na mesmice nossa de cada dia.
 Temos  rotinas necessárias à vida, fato inquestionável.O que  coloco é um não à acomodação ,um sim à busca de novos valores e interesses.  Cresce-se em todas as etapas da vida. Ninguém fica escalado para ser exemplo de imutabilidade.
Há tempo para tudo, sim. Persistir em padrões ultrapassados, paralisantes,  é cercear a liberdade natural da busca pelo  auto-aprimoramento.
 Sinto urgência  em  crescer, ver o mundo lá fora.   Percorro novos caminhos, aceito desafios. Consigo equilibrar  o sim e o não nesta altura da vida.
 Sorvo delícias que não posso contar, pois essas, vivenciam-se! Não aceito  estacionar.Celebro  agora  alegrias e ,é claro, driblo decepções com maestria.   Tudo é vital para mim. Não penso em tão cedo me aquietar, se isso implica um cessar  de crescimento. 
Caminhando pela areia,  à beira-mar, cato  conchinhas, e sorrio , sem  nenhuma nostalgia, relembrando   fragmentos de   infância que, agora,   afagam o coração.
Em meu quarto, ouço  jazz,   sorvendo   Amaretto em taça de cristal.  Celebro a felicidade. Ultrapasso barreiras.  
Digo não   à  "cara de paisagem"!
 
 
 
 



Escrito por Belvedere às 16h30
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