A IMPORTÂNCIA DO "BANDO"
Romeu Prisco
Limitado o substantivo "bando" ao significado de "grande número de pessoas", então, ele assume importância capital. Vejamos.
Se eu, pessoa física, individualmente, resolvesse fazer o que o MST faz coletivamente, ou seja, invadir áreas de terra ditas improdutivas, com certeza já teria sido preso, processado, julgado e condenado.
Todavia se, para os mesmos propósitos, eu me juntasse a um "bando", a coisa mudaria de figura. Destarte, poderia ir muito mais além, que ainda assim seria bem tratado, respeitado, recebido e até financiado.
Imagino-me sozinho em plena Avenida Paulista, nas imediações do MASP, acuado pela polícia, sendo chamado de louco e de outros adjetivos pejorativos, numa das seguintes situações: desfilando de tanguinha e portando um cartaz pró movimento "gay", ou de cueca reclamando contra a falta de emprego, ou fantasiado de palhaço protestando contra as injustiças e a lentidão do Poder Judiciário.
Depois, imagino-me nas mesmíssimas condições, porém, aliado a um "bando", agora sim precedido de batedores, com direito a ocupar pelo menos uma faixa de trânsito, até ser recebido pela autoridade responsável ou encarregada de solucionar o problema objeto da manifestação.
"Capicce" ? É isso. Infelizmente, algumas coisas só funcionam na "sui generis" democracia brasileira se demandadas em "bando", com agressividade, através de gritos, palavras de ordem, ameaças e ocupações de bens públicos e particulares. Pior: muitas dessas "algumas coisas" são de origem sabidamente ilícita, que se torna legítima, após a formação do respectivo "bando".
Uma explicação fica por conta de que, espertos políticos, "adotando" o "bando", acabam obtendo um bando de fieis eleitores.
Escrito por Belvedere às 15h48
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|